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KoRn: Fieldy fala sobre o passado, atual momento e novo álbum

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Quando a onda de hard rock da banda Korn surgiu no início de 1990, os críticos usaram o termo nu-metal para descrever o seu som, uma mistura de hip-hop e metal.

“Já tivemos banda com todo mundo, mas no momento estávamos com o Jonathan Davis (vocalista) em mente”, disse o baixista Reginald “Fieldy” Arvizu via telefone a partir de uma parada da turnê de St. Louis. “Estávamos à procura de um cantor. Nenhum de nós queria alguém que cantasse alto. Queríamos ter uma sintonia mais baixa nas guitarras e no baixo, sendo assim, o cantor teria que ter uma voz baixa. Nós achamos que soava legal e foi assim que tudo aconteceu. Quando Jonathan entrou na banda tudo se conectou”.

No início do lançamento do seu álbum de estreia chamado 1994, Korn disparou em popularidade.

“Nós pegamos a estrada logo depois disso,” disse Arvizu com o intuito de promover a banda.

“A banda começou a subir muito rápido em três anos e o sucesso foi enorme. Nós invadimos as ruas. Essa foi a única maneira de conseguir o que queríamos. Na época, eu acho que foi perfeito. Não há realmente uma maneira de saber quando algo está se revelando assim. Estava acontecendo tão rápido, nós estávamos muito animados”.

Korn, que também inclui o guitarrista James “Munky” Shaffer, guitarrista Brian “Head” Welch e o baterista Ray Luzier, voltou para os Estados Unidos depois de uma turnê europeia para começar um projeto com Rob Zombie.

A turnê está prevista para às 18:30, na quarta-feira, 24 de agosto. Essa turnê com Zombie é a primeira grande turnê da banda na América do Norte desde excursão do 20º aniversário do ano passado.

A turnê vem antes do “The Serenity of Suffering”, o  décimo segundo trabalho de estúdio da banda. Nick Raskulinecz (Foo Fighters, Deftones, Mastodon) produziu o álbum que apresenta uma aparição especial de Corey Taylor do Slipknot, que canta na faixa “A Different World”.

“Foi um procedimento muito longo,” Arvizu comenta sobre o processo de gravação. “Nós começamos a escrever juntos nessa pequena sala em North Hollywood e tomamos iniciativa a partir disso. Estávamos à procura de produtores e encontramos Nick, que vive em Tennessee. Nós fomos lá e fizemos alguns testes no estúdio. A gente fez tudo de maneira old school, onde tocávamos enquanto tudo estava sendo gravado. Todos nós sentimos que este é um dos melhores trabalhos que iremos lançar.”

Em canções como “The Hating,” Davis faz sua voz soar distorcida e ainda mais “áspera” do que o normal. Ele oferece um desempenho particularmente intenso em todo o disco.

“Quando ele faz os vocais, você percebe que é a especialidade dele,” Arvizu comenta sobre Davis. “A banda não está lá com ele nesses momentos. Ele fez os vocais em sua cidade natal Bakersfield. Na história da banda, na maioria das vezes, nós fazemos nossa parte e entregamos a ele. A maioria das bandas fazem isso. Não é como se Jonathan estivesse no estúdio esperando por nós quando estávamos gravando em Tennessee. Isso não acontece da forma como as pessoas pensam. E eu amo isso. Quando ele faz alguma distorção ou quaisquer efeitos que ele costuma fazer, eu gosto. Ele tende a manter tudo relevante e com qualidade. Isso é o que eu sempre gostei sobre ele. Ele sempre está alcançando coisas novas, relevantes e legais.”

Como a banda já trabalhou com a Slipknot em tour, todos já conheciam o Corey Taylor e então ele foi recrutado para cantar no álbum.

“Em certo ponto, estávamos em turnê, e eu corri para Clown (o percussionista) e disse que deveríamos fazer uma música juntos no palco”, diz Arvizu. “Eu estava tipo, ‘Que tal Beastie Boys “Sabotage”?’ E isso acabou desenvolvendo algo que fizemos. Ele pode cantar qualquer coisa, sua voz incrível. Pedimos para ele cantar no álbum e ele disse que sim, então ficamos muito animados. Nós realmente gostamos tudo que ele canta”.

Considerando o fato de que o nu-metal tem caído no esquecimento, o que tem sido a chave para a sobrevivência da Korn?

“Eu diria que ‘a grande chave’ é que nós crescemos juntos”, diz Arvizu. “Éramos amigos antes de a banda se reunir. É como se fossemos irmãos. É um pouco mais profundo do que apenas uma banda. Éramos brothers antes. Como irmãos, você atravessa o bom, o mau e feio. Quando você passa por tudo isso juntos, nada mais importa. Eu não tenho quaisquer irmãos de sangue, mas estes são meus irmãos de verdade. ”

Fonte: clevescene.com
Tradução: New Metal 4U

 

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