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NM4U REVIEW MAXIMUS FESTIVAL (DISTURBED – HELLYEAH – HOLLYWOOD UNDEAD)

 

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A primeira edição do Maximus festival trouxe um número inimaginável de bandas  de médio-grande porte as quais nunca teríamos a oportunidade de ver separadamente ou em shows solos, sempre fazendo o circuito interno de festivais nos EUA e Europa. Apostando em bandas de caráter mais moderno a invés de grandes e já batidos medalhões do rock, o Maximus Festival já desponta como grande alternativa para o marasmo de festivais sempre com formato voltado para o geral ou o alternativo passando por cima das bandas que não recebem rótulos específicos. o New Metal 4U fez a cobertura do palco Maximus onde residiam as grandes atrações: Hollywood Undead, Hellyeah, Disturbed e Rammstein. Confira:

 

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Hollywood Undead

A banda modernosa de rap rock era a mais esperada para os amantes da velha mistura desde 2008 quando despontaram no cenário musical. Mascarados como o Slipknot e festeiros como o Limp Bizkit, as rimas de gangsta rap de Charlie Scene &  companhia estrearam o palco principal do Maximus já as 1:30 da tarde. Houveram reclamações  de som baixo e… acusações de playback na execução das músicas. Sabemos que por ser baseada no hip hop, a banda se utiliza de samplers e bases pre-gravadas mas… precisava disso justo no refrão autotunado de ‘Undead’, música mais conhecida da banda? O clima de desconfiança e aparente decepção ficou no ar ofuscando uma performance que poderia ter sido mais empolgante e satisfatória.

Hollywood Undead no Maximus Festival

 

Hellyeah

Desta vez o público é quem foi o grande destaque, respeitando o som autoral do Hellyeah, quase não houve nenhum pedido constrangedor por parte do mesmo para que a banda e Chad Gray e Vinnie Paul tocasse alguma coisa de suas bandas renomadas, respectivamente o Mudvayne e o Pantera. Orfão das duas, o público soube respeitar o Hellyeah pelo som próprio. Veterano de festivais, Chad Gray, emocionado, prometeu voltar com em breve para mais shows em terras brasileiras, mas por dentro, todos nós sabemos com qual banda queremos que venha para cá. Por hora, o Hellyeah é o suficiente e sobra, promovendo os primeiros moshpits do festival. O som da produção continua baixo e por vezes não se escutava direito o vocal de Chad, que literalmente se esgoelava para ser ouvido. Apesar dos problemas, apresentação satisfatória.

Hellyeah no Maximus Festival

 

 

Disturbed

A banda de David Drainman já começou chutando tudo com ‘Ten Thousand Fists’ pra incendiar o público que esperava a volta da banda desde sua primeira chegada em terras BR em 2011. A interação com o público foi a chave principal para o show marcado com riffs grudentos e impactantes, principalmente os do primeiro álbum, The Sickness. A coisa tomou outro rumo quando no meio da empolgação e do clima porrada do show a banda decide do nada entrar em formato acústico para a execução da cover de ‘Sound of Silence’, competente porém previsível e cliché, com direito a banquinho e velas ao fundo. Uma quebra bem no meio do repertório que sinceramente, não deu pra recuperar dando seguimento ao show.

Depois com uma leve revitalizada com ‘Inside the Fire’ seguiram com mais uma série de covers. O Disturbed fez a escola Limp Bizkit de fazer medley de cover (palinhas de U2 e The Who) terminando com killing in the name do RATM, visivelmente para ganhar (ou perder) tempo e enrolar o show. Com um catalogo vasto e até mesmo com covers melhores em seu repertório (Shout 2000, Land of Confusion), ficou-se na duvida do porque da necessidade de se fazer isso, não foi muito impactante e deixou um uma impressão insatisfatória na apresentação da banda, que já amornava até que as primeiras batidas tribais de ‘Down with the Sickness’ foram ouvidas, recuperando um pouco do folego perdido com o meio do show embolado.

Um show OK porém mediano, talvez de uma banda que já esteja dando sinais de cansaço. Outro problema também de novo reside no fato do som da produção estar baixo, por vezes a guitarra ficava abafada e inaudível em comparação com o baixo. O ‘bom mas poderia ter sido melhor’ foi a impressão que se teve. O show foi bem padrão Disturbed, pena que ficou meio ‘debilitado pela doença’, está que atende pelo nome científico de covers desnecessários e baladinhas em excesso.

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Menção mais que honrosa: Rammstein

Eu não poderia deixar de falar da banda de metal industrial mais arrebatadora e flamejante que já se viu. Um lindo espetáculo pirotécnico e um show de luzes que enchem os olhos enquanto os ouvidos estão sendo atacados pelas batidas robóticas e repetitivas dos alemães  do Rammstein. Impressionante ter observado e acompanhado a acensão da banda desde os tempos de Family Values Tour, em que era banda de abertura para Korn e Limp Bizkit, e hoje no patamar em que está, sendo headliner de festivais.

A evolução musical e visual, além de investimento em infraestrutura de palco e entretenimento é um exemplo para bandas novas e modernas em todo mundo. A dedicação e confiança em querer produzir algo original sem se comprometer é a lição que o Rammstein tem a oferecer, sem duvida uma das melhores apresentações da noite, para não dizer uma das melhores que já vi. O calor das labaredas e lança-chamas em Du Hast e Sonne dava para se sentir na pele enquanto a música estremecia o amago do publico. Indescritível  a sensação. Um show sem igual e definição  do que é espetáculo. Sem mais.

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Destaques: a pontualidade britânica do inicio das apresentações, sem pista premium ou coisas do tipo, sistema cashless funciona apesar de desinformação sobre, acesso impreciso, informações desencontradas , e por conta da estética estilo Mad Max acho que a produção se deixou levar e esqueceu de dar água para quem estava na grade. 3 pessoas desmaiaram na minha frente antes do Rammstein começar. Na edição Argentina não houve esse problema. Espera-se, além de mais bandas modernas e novas na cena, melhorias na próxima edição, já dia 20 de maio do ano que vem.

 

Agradecimentos:
MoveConcert
Midiorama
Rebeca

Fotos: @Thalitanew e @LeFernandes___

 

 

Review por @DouglasDalien

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